segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Números, votos e pudismos - resultado: Lembras-te dos nomes de todas as pessoas que beijaste na boca?

Como muitos de vocês repararam, lancei recentemente uma votação no blogue.

A pergunta: Conseguem lembrar-se do nome de todas as pessoas que já beijaram na boca?, foi o mote. Antes de analisar, à minha maneira, os resultados, explico como surgiu esta curiosidade. Num jantar com colegas de profissão, onde estava O Arrumadinho, lançou-se a discussão. Ao falarem dos meus posts sobre o “espanhol” alguns estranharam o facto de eu não me lembrar do nome dele. “Mas, beijaste-o na boca, como é que não te lembras do nome?” Caramba, eu tinha para aí uns 17 anos, foram só uns beijos (o que na idade da parvoíce acontecia com frequência, porque raio me iria lembrar do nome dele? )
Alguns dos presentes na mesa deram-me razão, outros não. Há quem diga que se lembra de todos os nomes das pessoas que beijaram, coisa em que não acredito.
Saber o nome das pessoas com quem dormi é fácil, até porque não foram assim tantos, mas dos homens que já beijei não faço ideia.
Nessa noite, enquanto O Arrumadinho foi para casa chocado com as “judiarias” que já fiz a alguns namorados depois dos fins de namoro, eu fui para casa chocada com o facto de ele ser um dos presentes no jantar que diz que se lembra de todos os nomes de pessoas que já beijou. Será mesmo possível? Ou beijaram poucas pessoas, ou têm uma memória do caraças, ou escreveram num livrinho. Eu nunca fui de fazer listas, em nada na vida.
Resultados: “Conseguem lembrar-se do nome de todas as pessoas que já beijaram na boca?
Não, óbvio que não! – 25%
Sim, até sei fazer a cronologia e pô-las por ordem alfabética – 46%
Só sei o nome das mais marcantes – 24%
Deixei de tentar memorizar, deixei de as tentar contar – 6%
Os números dão que pensar, e na análise da Pipoca, há aqui qualquer coisa que não bate certo. O “Sim, até sei fazer a cronologia e pô-las por ordem alfabética” ganha de forma esmagadora. Verdade, boa memória ou pudismo? Pouca gente assume que não as conseguiria contar, eu acredito. O nomes das mais marcantes reuniu 24%, o que também não estranho, parece-me razoável. A resposta que achava que ia ganhar, “Não, óbvio que não!” apenas reuniu 25% das respostas.
A idade dos 15 aos 20 é a idade de todas as loucuras, das paixões tão avassaladoras como curtas, das curtes no escuro da discoteca, dos beijinhos atrás do pavilhão A do liceu...conseguem mesmo lembrar-se dos nomes? Eu não acredito e acho que alguém anda com vergonha de assumir que teve uma adolescência feliz e normal. Fui só eu? O voto era anónimo, disseram mesmo a verdade?
Eu não me consigo lembrar de todos os nomes. Lembro-me de alguns nomes, sei as caras se as vir e nem sequer poderia avançar com um número de bocas que já beijei. Ou fui uma adolescente muito maluca, ou tenho memória selectiva.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Resultado das buscas ao "espanhol" - Não o encontrei e...ainda bem?!


Lá fui eu na sábado à noite à tal terrinha nos arredores de Leiria, depois da minha paciente mãe me explicar, como GPS, como se ia para lá. Não encontrei o "Espanhol", mas segundo os meus amigos..."ainda bem".
Ao chegarmos à tal terrinha reparámos logo numa fila de carros estacionados que atravessava a aldeia e num banho de gente à porta de um salão. Só podia ser ali a tal festa, onde os The Peorth iam tocar.
Assim que entrámos, os meus amigos (os que estavam comigo no dia do reencontro) desataram a rir. Centenas de putos de 20 anos, bêbados. Casalinhos estranhos, cotas maltrapilhos e muitos copos de cerveja no chão. Depois de várias voltas ao espaço constatei que o "espanhol" não estava lá.
"Ele não está cá, despacha-te a beber a cerveja para irmos embora", dizia a minha amiga. "Já viste bem para que raio de é este?", "Está tudo a olhar pra nós", brincava ainda outro amigo de infância.
O Pinto, vocalista dos The Peorth, do alto do palco estranhou ver-nos ali e depois de algumas músicas dedicadas, já ninguém tirava os olhos de nós. "Espanhol", nem vê-lo. Segundo os meus amigos, eu não o ter encontrado ali é bom sinal. "Pá, ainda bem. É sinal que não se mistura muito com esta gente, viste as personagens que ali andavam? E a miúda que te perguntou de que marca era o teu casaco? Não acho normal", disse o meu amigo. "Esse "espanhol" subiu na minha consideração em não estar aqui, sítio onde prometo não voltar a pôr os pés", disse o outro-
Decidimos ir ao ART, mas nada. Nem em sítios chungas, nem nos chiques, nada.
As buscas acabaram...e não tiveram sucesso nenhum.
Mas sei que o vou voltar a ver, nem se seja daqui a 10 anos, como da última vez. Não será em Lloret, mas para aí num sítio qualquer, até lá, o capítulo "espanhol" fica encerrado.
Obrigada a todos os que torcerem por mim, para reencontrar o "espanhol", que 10 anos depois, ainda se lembrava de mim...e que desapareceu de novo, sem reixar rasto.

sábado, 17 de janeiro de 2009

"Espanhol" Continuação - Será hoje?

Será que vou mesmo ter lata de ir à tal terrinha? Será que os loucos dos meus amigos alinham neste "filme"? Será? Se não o vir, se as buscas não derem em nada, pelo menos ouço os The Peorth.

Há dias do caraças!

E o de hoje foi para esquecer. Tragam-me o álcool! Já!
(estive prestes a tirar um salto alto do pézinho e espetá-lo na testa de um tal administrador)

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Os homens inventaram o fogo, mas foram as mulheres que aprenderam a brincar com ele!

As mulheres são muito mais espertas que os homens nas relações amorosas. Sabem muito melhor que cordelinhos puxar para provocar o efeito esperado, sabem o que dizer, o que fazer e sempre no timing perfeito. E, ao contrário dos homens, raramente são apanhadas em traições. Vejamos:
As mulheres que andam com um homem comprometido e o querem só para elas - Quando percebem que afinal ele não vai deixar a mulherzinha, são peritas em deixar rasto. Os rastos são sempre meio caminho andado para a "oficial" saber que elas existem. Como? Simples: um talão de compras num bolso das calças dele, naquele bolso pequenino, onde se leia Intimissimi 80 Euros na data em que ele esteve a "trabalhar até mais tarde". Ou levá-lo a usar o cartão de crédito numa compra disparatada, pagamento de um hotel ou um jantar num restaurante com um nome romântico como o Valentino, nos restauradores. Mas menos complicado e bem mais fácil é deixar rasto na roupa dele. A base é fantástica nestes casos. Uma gola de uma camisa cheia de base é difícil de explicar com "tudo trabalho querida". O bâton também serve, mas é muito óbvio e tem pouca classe.
As mulheres que não estão perdidamente apaixonadas, só se querem divertir e não querem uma relação - nada mais fácil. Deixamos os rapazolas acharem que estão a controlar a situação. Não fazemos muitas perguntas, estamos poucas vezes disponíveis (e o trabalho é sempre uma boa desculpa, bem como amigas em sarilhos) e fugimos com sentido de humor de conversas pessoais. Se eles se apaixonarem e se tornarem uns "colas", arranjamos um novo OD (objecto de distracção) e damos aquelas desculpas que não amachucam egos.
Queremos uma relação - Usamos todos os trunfos ( e neste caso que somos mais certinhas, porque o Amor a isso obriga)
Estamos a trair o nosso namorado e não queremos ser apanhadas - (Nunca traí ninguém, mas conheço muitas pessoas e sou espertinha). Não queremos ser apanhadas nem seremos! Porquê? Porque não deixamos que ninguém deixe rasto. As mulheres apagam todas as mensagens de telemóvel, têm nomes insuspeitos para os amantes na lista telefónica, têm rígidas regras de horários em que o telefone pode ou não tocar, não guardam talões nas calças, andam com perfume nas malas, e maquilhagem para retocar. Todas temos uma amiga com problemas a precisar de nós (o que justifica as saídas até mais tarde) e ainda os incentivamos a sair de casa. "Vai lá jogar PS com os teus amigos que assim eu dou um saltinho a casa da Guida, estou preocupada com ela".
Mas o motivo mais óbvio para justificar que sejamos apanhadas muito menos vezes é o facto dos homens serem básicos. Acham-se muito bons, contentam-se com relações mortas (desde que ela continue ali). São muito mais comodistas e jamais lhes passa pela cabeça que alguém os pudesse trair, até porque são os melhores que nós conseguimos arranjar. Estão tão enganados...
Por isso sim, somos muito melhores a brincar com o fogo que eles!!!

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Sete Vidas, um banho de realidade


A história é pesada, as interpretações brilhantes. Mas o que é importante de reter é sempre a moral da história e resume-se a isto: um grande banho de realidade!!! De vez em quando faz bem, para olharmos para a nossa vidinha e vermos que afinal não temos assim tantos motivos de queixa. Obviamente a história não acontece todos os dias, claro que nós, seres humanos, somos egoístas, mas até que ponto não deveríamos dar mais de nós?
Saí da sala com as lágrimas nos olhos, há anos que não acontecia. Talvez porque numa das histórias entrelaçadas no filme revi um episódio que já me aconteceu. Eu também fiquei para sempre com um coração de um homem que amava, não dentro do meu corpo, mas dentro de mim. Há pessoas que nunca esquecemos nem que seja pelo facto de não termos tido a oportunidade de dizer Adeus.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Eu nunca fiz isto...ou ainda nunca não fiz aquilo

Aceitando o simpático desafio da pastilhokadeframboesa cá vai o que Eu Nunca...

Eu nunca fiz amor numa casa de banho pública
Eu nunca fui a Londres
Eu nunca tive uma discussão amorosa em público
Eu nunca magoei ninguém de propósito
Eu nunca inventei uma doença para faltar ao trabalho, só por falta de coragem e não de vontade
Eu nunca fiz sexo em grupo, mas já o fiz com uma colega ao lado que tinha um sono profundo
Eu nunca fui ao Egipto
Eu nunca mudei de opinião só para agradar a alguém
Eu nunca traí um namorado
Eu nunca deixei de ajudar alguém e faço-o sempre que posso
Eu nunca me droguei, charros não contam
Eu nunca pisei ninguém para subir na carreira
Eu nunca dormi com um chefe
Eu nunca tive um namorado mais baixo que eu
Eu nunca esqueci os amigos que já perdi
Eu nunca fiz bunging jumping
Eu nunca andei de helicóptero
Eu nunca casei, nem em Las vegas nem em lado nenhum
Eu nunca parti nenhum osso
Eu nunca comi cão, cobra, jacaré, insectos ou outros bichos estranhos
Eu nunca tive dores de ouvidos
Eu nunca pintei os lábios de vermelho, mas um destes dias pinto!
Eu nunca gostei do Carnaval
Eu nunca mudei a cor do cabelo
Eu nunca gostei de bonecas
Eu nunca ando de ténis (só para ir a alguns concertos) nem de sabrinas
Eu nunca soube tocar nenhum instrumento
Eu nunca entrei em coma alcoólico
Eu nunca disse não a um desafio
Eu nunca fugi sem pagar uma conta
Eu nunca me arrependi dos erros que cometi
Eu nunca me vou cansar de dançar
Eu nunca pensei dizer tantas vezes nunca
Eu nunca digo eu nunca
Eu nunca me tinha apercebido que haviam tanto Nuncas na minha vida

UPGRADE . Busca ao "espanhol" - Olá, estiveste em Lloret há 10 anos?

Não, ainda não o encontrei, ainda não descobri o nome, ainda não voltei à tal discoteca mas, consegui lembrar-me de mais um pormenor. Estava eu a saltitar num site de uns amigos que têm uma banda de covers, http://www.thepeorth.com/ e fui até à pag da agenda, não fossem eles estar aqui por perto. Subitamente houve uma data que me chamou à atenção. Dia 17 = Festa dos 20 (Sta. Catarina da Serra - Leiria) - Sábado. Tcharan! O "espanhol" é daqui! Lembrei-me que esta tradição da Festa dos 20, foi o motivo pelo qual ele esteve em Espanha. Estava no grupo de rapazes que faziam vinte anos nesse ano. Lembrei-me de ele me ter contado, até porque na altura achei uma tradição um bocado estranha. Tinha mais lógica comemorar em grupo os 18 ou os 21, agora os 20?
So...estamos mais perto. Se ele tinha vinte anos, agora terá 29 ou 30. Se os meus amigos vão tocar à terrinha dele, é uma boa oportunidade para matar saudades deles e ver se o "espanhol" anda por lá (eu confesso que não vou às festinhas da minha terrinha). Bate certo o reencontro ter sido em Leiria, na Glam, porque ele é daqueles lados.
O que sabemos até agora?
Alto
Moreno
Sorriso bonito
29 ou 30 anos
Santa Catarina da Serra - Leiria


A descrição é faquinha, mas se alguém souber quem ele é...avisem a Pipoca. Ok?

E deixo aqui http://www.youtube.com/watch?v=ixh6rfxxJ0U a banda sonora eleita para as buscas

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Eu já... Visto que anda aí uma onda desafiante de confissões

Eu já joguei à bola com o Figo
Eu já entrevistei um Prémio Nobel da Paz, não foi o prémio, entrevistei o senhor
Eu já caí de um muro de 5 metros enquanto bebia mais uma vodka e tentava fazer ioga
Eu já beijei o Rob Lowe no panteão de Roma. Foi na cara, mas tão bom!!!
Eu já chorei dias a fio trancada num quarto com as luzes apagadas
Eu já fui federada em futebol e acreditei que podia fazer disso profissão, mas depois percebi que ser rapariga não ajudava
Eu já tive o meu umbigo em outdoors pelo país inteiro por causa de um anúncio da Vodafone
Eu já vi o Papa
Eu já dei um french kiss a uma rapariga
Eu já me sentei no capô do carro do José Mourinho
Eu já fui mesquinha e vingativa (mas ele merecia, ok? Ouviste Arrumadinho?)
Eu já fui trabalhar com os copos
Eu já gatinhei num balcão de uma discoteca, enquanto miava
Eu já magoei pessoas que amava
Eu já fui magoada
Eu já mudei radicalmente de vida 3 vezes e ainda nem cheguei aos trinta
Eu já apareci na televisão
Eu já passei uma noite numa esquadra em Espanha
Eu já disse "amo-te" sem o sentir
Eu já fingi um orgasmo
Eu já fui freak
Eu já chamei palhaço a um chefe, na lata
Eu já trabalhei no edifício da Bolsa de Lisboa
Eu já fui barmaid
Eu já chorei na boca de um homem
Eu já vi o Rodrigo Santoro em carne e osso
Eu já esfarrapei uma perna toda numa queda de mota
Eu já usei aparelho nos dentes (e segundo a Dra Sónia preciso outra vez)
Eu já fui confundida com uma celebridade
Eu já levei um raspanete de um ex-primeiro ministro
Eu já fui pedida em casamento, e recusei
Eu já levei pontos em vários sítios do corpo
Eu já andei à porrada várias vezes
Eu já acreditei que um amor era para sempre
Eu já vi ao vivo quase todas as minhas bandas preferidas
Eu já, tantas outras coisas que não posso confessar aqui...

domingo, 4 de janeiro de 2009

"Olá, não estiveste em Lloret há 10 anos?"

Uma destas sextas-feiras fui ter com uns amigos de infância a Leiria. Programámos jantar, beber uns copos, dançar e dar umas boas gargalhadas em nome dos velhos tempos. E, de velhos, tempos tive mais do que o que estava à espera.
Depois de corrermos uns quantos bares da moda lá decidimos ir à nova discoteca da cidade, a Glam. Música a fazer lembrar os 80's, álcool baratíssimo, uns rodopios na pista e as prometidas gargalhadas. Quando me dei ao luxo de olhar à volta reparei que um rapaz me fitava. De vez em quando os olhares cruzavam-se. Atravessava-me com o olhar, persistente. A cara não me dizia nada e pensei o óbvio: "Vais ter que fazer muito mais do que ficar aí no teu canto só a olhar".
Atravessou a pista, parou ao meu lado e sussurou-me ao ouvido a frase que agora não consigo tirar da cabeça: "Olá, não estiveste em Lorret há 10 anos?" Sim, eu estive de férias lá há 10 anos, numa daquelas viagens de finalistas da qual agora a memória só me devolve pequenos flashes de alguns episódios.
Ele foi-se embora e nem sequer tive tempo de perceber o porquê da pergunta, muito menos de saber o que responder.
Dias depois e com muitos exercícios de memória à mistura lembrei-me dele. Não sei o nome, não sei a idade, donde é, o que estava lá a fazer, mas sei que o beijei numa discoteca chamada Hollywood, que passava daquelas músicas manhosas latinas que estavam na moda. Nem sequer sei porque é que o beijei na altura, provavelmente porque lhe achei graça. Tinha 17 anos era a idade em que achavamos que tinhamos que aproveitar tudo ao máximo, bom e pelos vistos aproveitei.
Se era giro na altura, continua, com um ar já de homem, mais maduro.
1 - Porque raio se lembra de mim?
2 - Quantos anos momentos aos quais nem damos grande importância ficam gravados na nossa memória?
3 - Porque disparou ele esta frase e desapareceu sem deixar rasto e sem me dar tempo para responder convenientemente? Apenas soltei uns sons como "uhg, hã eu? Sim, hã, pois"
4 - Quem és tu "espanhol"? É esta a alcunha que os meus amigos que assistiram ao episódio decidiram dar-lhe.
Provavelmente as buscas que os meus amigos iniciaram à tua procura por Leiria não vão dar em nada. Provalmente só nos voltaremos a ver daqui a 1o anos. Já não será numa discoteca, talvez num daqueles sítios com que costumo gozar a que chamam "dancetaria" para viúvos, divorciados e eternos encalhados. Talvez nos encontremos numa caixa de supermercado ou numa fila das finanças, cada um com a sua "cara-metade" e umas crianças pela mão. Mas, agora sei, porque tu mo lembraste, que teremos tido sempre Lloret, e que partilhámos aqueles beijos.