Há uma lista de tipos de homens que por um ou outro motivo, ou traço de personalidade, devemos fugir a sete pés. São homens que não servem para uma relação a longo prazo, que não se comprometem, ou que emitem sinais de aviso de perigo tão evidentes que só não vemos quando estamos estupidamente apaixonadas, ou queremos estar.
O super-homem- Só gosta de donzelas indefesas e que possa manipular. Adoram ser os protectores e sentem-se na obrigação de nos defenderem de tudo, de todos e de nós próprias, até contra a nossa própria vontade. Assim que pressentem que têm uma mulher forte ao lado, acham que não precisamos deles, e põem-se ao fresco. Este tipo também adora desacatos e provocações descabidas em bares, na rua, no trânsito...
O menino da mamã – Fujam de homens que aos trinta ainda vivem com os pais. Fujam de homens que contam com a
mãezinha para lhes ir limpar a casa, tratar da roupa, fazer as compras. Não há pior coisa que ir jantar com “os sogros” e ver que a mãe dele ainda lhe descasca a
frutinha. O pior tipo de homem (para quem quer uma relação a longo prazo) é aquele que com 35 anos ainda conta com a mãe para lhe ajeitar o cabelo. E por muito prendadas que sejamos, nunca chegaremos aos calcanhares da
mãezinha dele. Vamos viver com um menino mimado e 15 dias depois, a máscara cai. É vê-lo deixar roupa pelo chão, espalhar tudo nas bancadas da cozinha, deixar sempre o tampo da sanita levantado e coisas do género. E, se quando estamos cegas pela paixão, essas coisas não nos incomodam, depois de já não haver lenha por onde arder essa paixão, podem ser motivos de discussão constante.
O homem com um passado amoroso "pesado" – Ou seja, os que levaram com os pés violentamente das mulheres que achavam que eram “a tal”. Por norma, trazem o ego ferido para a nova relação, as dores, as desconfianças e as comparações. O passado com a ex vais estar, na mente deles, sempre em aberto e nós nunca seremos tão boas. Não se vão entregar totalmente, porque mantêm a esperança que a ex mude de ideias.Não vão falar sobre o assunto, não confessam que sofrem por amor. E...depois de algum tempo, caso se abram e falem do passado...vão saltar-lhes da boca frases que nós não queremos mesmo ouvir. E vão pôr um sorriso parvo ao falar dela para nos esfregarem na cara que ela era fantástica. Tão fantástica que lhe ofereceu um par de patins!Nunca vão admitir que alguém que amavam os rejeitou e nunca vão ver a sério a pessoa que está agora com eles. Os que ficaram desiludidos com o amor são os que menos se vão esforçar para que a relação resista. Porque acham que já fizeram isso antes, já lutaram, já se esforçaram e foi em vão. Vão esperar que agora sejamos nós a lutar sozinhas. Queremos isso? Don’t
think so...
O eterno puto – É preciso explicar? Vai sempre andar nas discotecas com ar de quem foi à caça, vai sempre arranjar todas as desculpas do mundo para sair pelo menos duas vezes por semana e chegar às tantas. É aquele que se esquece de pagar as contas dentro dos prazos e que se preciso for, ainda nos pedem dinheiro emprestado. Vive no limite, adora fazer coisas às escondidas, não se compromete nem cria muitas amarras. É um
puto no corpo de um homem que nunca vai resistir a nenhuma proposta de saias.
O egoísta – As necessidades dele vão estar sempre à frente das nossas. Vão viver a relação da forma como for mais confortável para eles e cedem pouco em relação ao que a outra pessoa precisa. Eu, eu, eu! É este o lema. Eles escolhem o destino de férias, eles escolhem o carro de família, eles precisam mesmo daquele jogo novo mesmo que estejam em risco de ter a electricidade cortada pela EDP. A relação acaba por ser ímpar: ele com ele mesmo!
O gabarolas – Com ou sem motivos, o gabarolas é o tipo de homem que no inicio nos engana mais. Têm o condão de nos deixar confusas. São homens interessantes com feitos grandiosos ou não passam de gabarolas da pior espécie? Acho que os homens interessantes e com experiências e conquistas não precisam de andar por aí a apregoar isso aos quanto ventos. Nas relações, estão sempre tão cheios deles próprios, que uma gaja até pode descobrir a cura para o Cancro ou para a Sida que eles nem vão notar. Para esquecer.
O que diz amo-te na primeira semana – É um carente. Vêm em nós uma tábua de salvação, um refugio de todos os males do mundo. Agarram-se a nós como
lapas e são uns lamechas. Claro que gostamos de homens românticos, mas até que ponto? Queremos mesmo um homem que nos faça todas as vontades? Que aceite tudo sem sequer dar luta? Para isso compramos um cachorro. O pior numa relação com um homem deste tipo é a hora da grande revelação, o fim. Tornam-se perseguidores, choram baba e ranho, aceitam tudo desde que fiquemos ao lado deles, ameaçam pôr fim à própria vida e andas a vaguear pela nossa rua noites a fio. É o homem mais perigoso que existe, o dos actos desesperados. Pedem-nos em casamento enquanto acabamos a relação, fazem todas as promessas do mundo e juram fidelidade eterna e tentam apelar à pena. Pena? No fim, aos nossos olhos, nunca passarão de bonecos sem personalidade, sem pilhas e sem futuro.
Homens com nomes esquisitos – Não sei bem porquê, mas os homens com nomes estranhos costumam ser verdadeiros idiotas. Humberto, Sancho, Amílcar,
Jesualdo,
Levi e outros pouco comuns. (se algum dos rapazes que leia isto tiver um destes nomes...perdão)
Há mais tipos de homem de quem devemos fugir...mas por agora basta. Não sou uma feminista fria. Gosto de homens, quero um homem ao meu lado. Mas tem que ser um homem a sério. Alguém que me ame, mas nunca me tente anular. Alguém que me considere a tal, mas que não viva aterrorizado com o facto de um dia eu deixar de a ser. Alguém que me veja como sou, sem me comparar aos fantasmas do passado. Alguém que aplauda os meus feitos e que me estimule intelectualmente. Alguém que seja apaixonado por mim e pela vida, sem nunca me tentar sufocar. Alguém que me ache bonita e que não meta os meus defeitos à frente das virtudes. Quero um homem normal...acho que todas queremos...um homem real! Pode ter uma
barriguinha, pode não ser tirado de um anúncio de
Tv, mas que me faça feliz e que tenha sentido de humor.