quinta-feira, 28 de julho de 2011

Está quase...

é que a melhor coisa do Algarve é mesmo a placa a dizer Lisboa

segunda-feira, 25 de julho de 2011

E vocês? Têm dormido bem?

Sexta: Abertura Manta Beach; Sábado: Abertura Bliss; Domingo: Festa T Club
E todas as noites têm acabado com os gritinhos e rebaldarias vindas da discoteca que abriu esta semana na rua do meu hotel, das cinco da manhã até sei lá a que horas. Quero dormir! Pleaseeeee

Ainda estou assustada, a sério

Fui, em trabalho, a uma festa, a um sítio supostamente muito chique. Para além do cheiro a laca, e dos velhos (ai que tenho casa em Londres) empalhados a saírem dos seus Jaguares, havia meninas do sexo à porta (com vestidos tão curtos que nem se percebia bem o que tapavam) e a atracção da noite era um travesti vestido de Amy Winehouse a cantar em cima de um balcão. As pessoas chiques falavam mal umas das outras, mas a tratarem o objecto de desdém por Doutor, e empurravam-se para terem bebidas grátis no bar. Assustador.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

As malas estão feitas.

Algarve, uma semana, trabalho. Os pastéis de Belém para o Sr. Zé, do Retiro do Isca, estão acomodados na bagagem, a ver se chegam inteiros. Não sei com que frequência vou conseguir vir aqui. Portem-se bem.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Na sala cá de casa, enquanto trabalho nas minhas folgas, ouve-se isto

O valor das coisas

"O valor das coisas não está no tempo em que elas duram, mas na intensidade com que acontecem.
Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis."
Fernando Pessoa

segunda-feira, 18 de julho de 2011

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Enquanto cá estivermos

Quando íamos a caminho do funeral, disseste-me que "nada está garantido" e que devemos "viver cada dia como se fosse o último", mas, caramba, isso é tão arriscado. Sei lá as parvoíces que faria. E os arrependimentos que isso me traria. Mas sei o que queres dizer, metáforas à parte, eu sei o que queres dizer. E sim, é por saber que não sabemos prazos, que não gosto de viver em banho-maria. Não gosto de viver devagar. Tenho fome de emoções, de gargalhadas, de sussurros que me encham o peito, de memórias, de beijos e de abraços. E de dizer sempre às minhas pessoas o quando gosto delas. Todos os dias. Quero que as minhas pessoas ouçam à despedida, o quanto gosto delas. Todos os dias, enquanto cá estivermos.
E é por isso que a cama me ganha nas horas, eu gosto de viver. De fazer coisas. E é também por isso que não recuso dar a mão, o ombro, o que for preciso, a qualquer hora. Todos os dias enquanto cá estivermos. Quero coleccionar momentos, encher o coração e a memória deles. Todos os dias enquanto cá estivermos. E dançar, rodopiar, sorrir, partilhar momentos. No fim é tudo o que levamos.
Ninguém leva o orgulho de ter sido a pessoa que passou mais horas no escritório, levam o peso da ausência que fizeram sentir. Ninguém leva o rótulo de melhor pai por ter sido demasiado rígido na educação de um filho, leva muitos beijos a menos, leva a expressão de tremor e olhos arregalados de uma criança, que teme a quem ama. 
Vamos viver, não, VIVER enquanto cá estivermos. De peito cheio, de coração quente. Ao som de gargalhadas e de suspiros arrancados do peito. E vamos dizer o quanto gostamos às nossas pessoas, todos os dias, enquanto cá estivermos.
É este o meu único plano, enquanto cá estiver.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Boa Dave

"Amo-te" ou "Adoro-te" by Sofia

"Adoro-te é estranho. Adoro-te é uma daquelas coisas que dizemos e que me soa sempre como se devesse seguir-se um “mas…”. Quero dizer, ou se gosta, ou se ama, não é mais ou menos isto? Tem de haver um meio termo? Quantifica-se o quanto se gosta? Alguém pensa ”ora deixa cá ver… numa escala de gosto a amo-te… eu adoro-te!”. Eu não consigo dizer “adoro-te”. Consigo dizer “gosto de ti”, ou “gosto muito de ti”, ou “amo-te”… mas “adoro-te”? Adoro-te é o que dizemos quando queremos dizer que gostamos muito da pessoa, mas ainda não a amamos. Quando ela significa muito para nós e não chega um “gosto” que usamos para exprimir as coisas que apenas apreciamos, como a comida ou um cheiro, mas quando ela ainda não significa o suficiente para que possamos dizer que a amamos. Ou quando gostamos realmente da pessoa, mas na verdade ainda amamos outra. Adorar, adora-se chocolate, adora-se filmes, adora-se músicas, adora-se sítios, adora-se deuses. Não devíamos adorar pessoas. Devíamos só gostar delas, muito, pouco, assim-assim, ou só amá-las, imenso. Eu não me imagino a adorar alguém. Pronto."
Podem ler a Sofia aqui.