sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Por aí, por aqui



Ando em fragmentos por aí. Dei um saltinho aqui e outro aqui. Dêem lá um saltinho também. Tanto a ideia do Pedro como da Lua são muito boas. Podem escrever o que quiserem, fugir ao que habitualmente escreveriam no vosso próprio blogue, dar asas à imaginação, dizer o que já(não) se sente, ou sente. Ter um devaneio.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

A minha noite "revelação"

Sabem aquelas noites inquietas? Aquelas em que vos apetece ficar sozinhos, a pensar na vida,a tentar arranjar uma solução para outra qualquer inquietude? Aquelas, sim aquelas, em que os cigarros não são pensativos, noites perdidas a pensar e que acabam sem que possamos chegar a uma conclusão, tomar uma decisão? Pois, toda a vida tive noites dessas. Até ao dia...
Durante as últimas férias, aquelas em que fiz o cruzeiro, tive uma noite revelação (que merda de nome). Uma noite que me mudou a vida, a noite em que mudei de vida. A noite do fuck it, uma noite em que olhei para dentro de mim e me vi, realmente, lá no fundo, atolada em merdas que não interessam a ninguém. Presa com estacas do passado, do presente, por regras e amarras sem sentido.
Estavam 31 graus em alto mar, à 01h00 da manhã e decidi ir para a proa, de margarita na mão, maço de tabaco na outra. O vento batia-me com força na cara sem conseguir levar o calor. Num instante desatou a chover e o céu começou a piscar. Negro, rosa-choque, negro. Rosa, negro outra vez. Os relâmpagos sucediam-se, atropelavam-se com a pressa de rasgar o céu e na minha cabeça começavam a suceder-se mudanças. Olhei-me para dentro.
Fumei mais um cigarro, agora abrigada da chuva mas sem conseguir abandonar a proa, apenas recuei uns metros. Olhei-me para dentro outra vez. Sai da proa horas depois com uma cabeça nova. Uma cabeça sem merdas. Uma cabeça sem preconceito nenhum, uma cabeça prática. O que decidi? O que mudou?
Decidi que ia sair da minha bolha de protecção, que ia viajar sozinha, que ia conhecer pessoas novas só porque sim, que ia a um bar de jazz assim que regressasse a Lisboa, que ia dar-me. Que ia aprender a dançar tango. Que ia quebrar as regras. Que ia agarrar todas as gargalhadas que pudesse.
Voltei para dentro do barco. Dancei o twist com um velhote de 70 anos, kizomba com um puto de 15. Fiz brindes à vida com uma espanhola de 52 anos que trabalha na ONU e que me contou a vida toda. Andei a correr descalça a fugir de um segurança peruano pelo navio, de corredor em corredor, à procura do Deck 5 ímpar para ir beber cerveja de lata (acto rebelde e ilegal pois claro, nem sei como conseguiram trazer a cerveja para dentro do barco) com os crupiers do casino (por sorte não fui apanhada e eles não foram despedidos). Não contive as gargalhadas e gozei com a cara do segurança que não percebeu uma única palavra do que eu disse, quando me apanhou e me perguntou se estava perdida e o que fazia descalça àquela hora. Escondidos bebemos as cervejas, rimos, dançámos, falámos da vida. Um bando de estranhos a pisar a linha, a rir, a traçar planos, a partilhar histórias.
De volta a Lisboa mantive firme as decisões que tinha tomado, continua a ligação a essas pessoas, as novas pessoas, mantêm-se as decisões, mantém-se a cabeça vazia de merdas.
Continuam os e-mails, as piadas, os encontros relâmpago para comer pastéis de nata em Lisboa a cada vez que o barco atraca. A promessa do encontro com todos em Buenos Aires daqui a dois anos. (Pablo, é o tempo que tens para aprender a dançar o tango, é uma vergonha seres argentino e não o saberes dançar).
Tomei decisões para o futuro. Arranquei vírgulas e meti pontos finais. Coloquei-me prazos. Arrumei-me. Apaguei números de telefone, apaguei pessoas. Deixei-me de fretes, agora não sorrio a ninguém para parecer simpática, não deixo de dizer nada só para não magoar egos. Comecei a falar com pessoas que não conheço de parte nenhuma, a olhá-las nos olhos. Fui a um jantar de estranhos e conheci pessoas maravilhosas (sim, pessoal da rambóia, vocês que estão a ler contenham as lágrimas, sim?). Depois daquela noite voltei a ser eu, a que se tinha perdido há uns anos e agora se reencontrou. Tive uma noite "revelação", eu que pensava que isso só acontecia aos outros, ou em filmes.

Bem, já devem ter reparado que acabei por juntar dois posts num. Isso porque tinha prometido um "Momentos a bordo", bem cá vão fotos e tudo e tudo com legendinhas e essas fôfuras. (Não, a minha mãe não lê o meu blogue)

A foto deste episódio.


A Gravata do Pablo. Pronto, eu explico. Acho que ficava melhor na minha perna que no pescoço dele e como ele partilhava a mesma opinião...


Outra noite, a mesma gravata...Virou moda.


:)
A vista (de dia) do fim do deck 5


E vocês? Que gostavam de mudar na vossa vida?

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Da rambóia...


Eu nunca mais jogo ao "Eu nunca" e nunca mais uso um documento importante para brincadeiras de alcóol. A cada "Eu Nunca..." dito era mais um copo, um embaraçoso copo. Bebi algumas vezes sozinha, não bebi uma vez ou outra. Nunca tinha jogado a isto, talvez porque se perde um pouco ali, na mesa, entre o alcóol e as risadas, um pouco de dignidade...ou não. Pessoal, é para repetir quando?

Dos saltos altos
Mais um brinde...

E é bom ter noites assim... se bem que a idade já me esfrega na cara, logo no dia seguinte, que já não tenho idade para duas noitadas seguidas.
Dexter, Rosa Cueca, Luís, Miss Complicações, vocês são fantásticos.
Os mais cuscos podem ler o relato (porque eu não o faria melhor) do fim-de-semana completo aqui, pela Miss.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

E mais nada...

"Amar é cansar-se de estar só: é uma covardia portanto, e uma traição a nós próprios (importa soberanamente que não amemos)".
Fernando Pessoa

É isto mesmo...

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

"Pipoca das arábias"



Ainda não acredito que deixei que me metessem aquele lenço (que desconfio não era lavado há um mês) na cabeça e na cara. Mas vá, em Marrocos sê marroquina.

Faltam só umas horitas

para ir para a Ala Magna ver a Holly Throsby. Gosto dela, é crua mas com mel na voz

terça-feira, 6 de outubro de 2009

sem título



Não quero dizer nada que não queiras ouvir
Hoje apetece-me brindar-te com um rasgo inútil de boa vontade
Hoje apetece-me fingir que sinto o mesmo entusiasmo que tu num primeiro jantar a dois
Ah, apetece-me também fingir que tenho vontade de partilhar momentos a dois
E de ouvir lamechices, elogios e ainda fingir-me interessada no teu passado
Sim, vou deixar-te dançar comigo enquanto damos travos de vinho tinto
Todo este cenário porque hoje apetece-me sentir humana ao ponto de acreditar
Amanhã vou querer estar sozinha