quinta-feira, 25 de março de 2010

Muito medo destas pessoas, muito medo.

E na loucura, que raio faz ali uma armada em coelho?

Está tudo louco!

Internet

Viciados no Facebook. Já há clínicas para tratar a obsessão

por Ana Rita Guerra, Publicado em 25 de Março de 2010 | Actualizado há 5 horas

Os sintomas da privação são semelhantes aos de uma ressaca de nicotina, álcool ou comprimidos.

Opções


A rede social tem já mais de 400 milhões de utilizadores em todo o mundo

Spencer E Holtaway no Flickr.com/ Lincença Creativa Commons 2.0

"No momento em que começam a abrir clínicas para tratar viciados em Facebook, percebemos que algo de muito importante está a acontecer na maior rede social da internet. Com mais de 400 milhões de utilizadores em todo o mundo, a rede criada por Mark Zuckerberg atingiu um estatuto de obsessão social.

Esta nova geração de
viciados do século XXI, como alguns psiquiatras estão a descobrir, apresenta sintomas físicos e psicológicos semelhantes à adição a substâncias como a nicotina, o álcool ou comprimidos. Parece piada, mas não é. Chama-se Facebook Addiction Disorder (FAD) e é uma perturbação psicológica derivada da Internet Addiction Disorder, diagnosticada pelo psiquiatra norte-americano Ivan Goldberg em 1995.

Ainda não é considerada uma
patologia, mas já começou a ser identificada. Há mais de 80 grupos no Facebook para pessoas viciadas em Facebook, o que parece tão acertado como montar um grupo de Alcoólicos Anónimos numa destilaria. Também foi lançado um livro, da editora Ice Cream Melts, chamado "Facebook Addiction", baseado na vida de vários viciados na rede social.

Como se trata Tal como outras perturbações, a FAD já pode ser tratada em clínicas e serviços especializados, como os que abriram em Itália, Estados Unidos e Reino Unido nos últimos meses. Mas será necessária abstinência? O médico Richard Graham, que trabalha no hospital londrino Capio Nightingale, diz à BBC que não. Tem um programa intensivo de 28 dias, que começa com psicoterapia, passa à fase de desligar a tecnologia e termina com exercício físico e eventos familiares.

A ideia é recuperar o controlo sobre o uso da tecnologia, já que, segundo afirma, "não se pode evitá-la". E como a ideia é pôr as pessoas dentro de uma sala a conversar, o serviço de tratamento não dispõe de site na internet.

No caso italiano, a clínica
Agostino Gemelli Polyclinic foi inaugurada há cerca de quatro meses em Roma e o Molinette Hospital, em Turim, passou a ter assistência em Janeiro de 2010.

De acordo com o coordenador desta unidade hospitalar,
Frederik Tonioni, a adição à internet ou a redes na internet causa "sintomas físicos similares aos que são manifestados por adictos em crises de ressaca: ansiedade, depressão e medo de perder o controlo sobre o que acontece na internet". O médico, citado na página do apresentador de rádio britânico Mark Nolan, adianta que há cinco tipos de adição à rede: cibersexo, ciber-relacional, compulsão de rede, descargas e dependência de computadores.

O primeiro é exactamente o que o nome descreve, uma adição ao sexo virtual ou à pornografia na internet. O segundo descreve uma dependência das redes sociais. O terceiro está ligado a impulsos, como compras online ou jogos casuais. O quarto indica uma obsessão pela busca compulsiva de informação e o quinto está muito ligado aos videojogos.

Os sintomas da perturbação FAD são semelhantes à adição à internet, tal como descrita há quinze anos por
Ivan Goldberg - perda de ligações pessoais, mudanças repentinas de humor, percepção alterada do tempo, fetiches tecnológicos e perda de sono, muitas vezes por passar a noite a navegar na net. Os doentes apresentam um certo desprezo pelas relações na vida real e entram constantemente no Facebook para ver as actualizações, no computador do trabalho, de casa ou no telemóvel.

Ainda segundo o responsável do hospital de Turim, durante os primeiros meses de operação, a maioria dos doentes tratados divide-se em dois tipos. Por um lado, indivíduos entre os 25 e os 40 anos, cientes de que desenvolveram uma relação patológica com a internet. Por outro, doentes com dependências específicas, como cibersexo, jogos e compras online. Há ainda uma grande prevalência em jovens do sexo masculino, quase sempre adolescentes.

Don Martin, gestor clínico da seguradora Optima Health, garante que esta perturbação associada ao Facebook é real. "Se é mais importante ver o que os amigos estão a fazer no Facebook que saber onde anda o parceiro, o filho ou outras pessoas que estão envolvidas na sua vida e com quem fale pessoalmente então saiba que arranjou um problema", diz o especialista, citado pelo canal de televisão WVEC, associado à ABC. "É uma compulsão, uma obsessão", continua Martin, explicando que estes doentes experimentam um sentimento de perda quando não estão na página, a ver as actualizações ou a montar celeiros na Farmville.

Para testar o grau de adição ao Facebook, alguns grupos de apoio sugerem que se faça o teste (ver
quizz). Mas há uma forma mais rápida de o testar: quantos dias consegue estar sem entrar na sua página? Se não aguentar sequer 24 horas, o mais provável é que a experiência na rede social esteja a ir longe demais. "

quarta-feira, 24 de março de 2010

Sorrisos fáceis e muito brancos, escudos, português na língua e grogue maquiavélico

Foram as recordações que trouxe de Praia, Cabo Verde. O grogue dizia Reserva de Amigos e não se pense que é à toa. Cheirei o copo uma vez, dei um gole e isso bastou-me para começar a dizer disparates, o que é uma boa forma de quebrar o gelo e começar a criar amizades. E os putos na praça, de patins e trotinetas são uns "bacanos". São livres, simples, aventureiros.
Em Abril volto! Arranjei-me aí um par de patins. Calço o 37.




Canta-me ao ouvido, sim?

Se o virem por aí, com um ar perdido e abandonado, a fazer olhinhos de carneirinho, façam o favor de lhe dar a minha morada.


terça-feira, 23 de março de 2010

Estou aqui inchada de orgulho, é que nem me cabe um alfinete no cu!

Então não é que a minha revista preferida, a Happy (e ficava-me bem dizer que é a preferida a seguir à que me paga as contas lá de casa) tem na sua edição de Abril um artigo sobre blogues? Então e não é que vai para a banca já nos próximos dias? Então e não é que o Dos Meus Saltos Altos teve direito a ser um dos escolhidos? E ainda por cima cheira-me que o texto é assim qualquer coisa de me deixar a escorrer baba como se estivessem a falar de um filho meu? Se eu já era uma presunçosa de primeira apanha agora é que ninguém me atura. Estou tão vaidosa que não me cabe um alfinete no cu. Pronto, já disse. Vá, tudo a correr para a banca! Rapazes, deixem-se de preconceitos e comprem também, a revista tem sempre uns artigos fantásticos sobre sexo. Convencidos?
Agora vou ali bajular-me a mim mesma e dar beijos ao ecrã com a página do blogue aberta. I'm such a Happy Woman



A foto não corresponde à edição deste mês
.

Vou ser a blogger mais detestada de todos os tempos











Nu não, que as pessoas desconcentram-se

Ao telefone com um menino giro, giro, giro, daqueles que podiam ser capa de revista. Que podiam não, que são.
Pipoca: Olá é a Pipoca. Tudo bem?
Menino que podia, que é e vai sendo, capa de revista: Olá. Então? Como estás?
Pipoca: Desculpa ligar tão cedo (11H26 mas sabe-se que as estrelas não se levantam quando o sol aparece). Acordei-te?
Menino: Não, apanhaste-me a sair do banho...
Pipoca: Mas não estás a falar comigo nu, estás?
Menino, entre gargalhadas: É melhor dares-me 5 minutos...
Pipoca: Ok, ligo-te daqui a pouco.

domingo, 21 de março de 2010

A minha mãe é muito à frente, ou eu sou uma aspirante a freira?

Ao telefone:
Mãe da Pipoca: Então e não arranjaste nenhum namorado no Brasil?
Pipoca: Não. Pelas bandas por onde andei os rapazes são simpáticos e até bem descarados mas não são muito giros...
Mãe da Pipoca:Tu é que és esquisita! Nada de nada?
Pipoca: Roubaram-me um selinho. Conta?
Mãe da Pipoca:O que raio é isso?
Pipoca: Pois, eu também não sabia. É um beijo nos lábios.
Mãe da Pipoca:Conta lá como foi isso.
Pipoca: Então, ia eu a atravessar uma discoteca, já meio entornada, e um rapaz meteu conversa
Rapaz: Você é linda...maravilhosa...
Pipoca: Obrigada
Rapaz: É Europeia, de Portugal?
Pipoca: Sim. Tenho que ir embora.
Rapaz: Deixa só dar um selinho em você..
Pipoca: (meio surda inclina-se para a frente para ver se percebe o que está o rapaz a dizer) e leva um beijo na boca, dá uma gargalhada e pira-se.
Mãe da Pipoca: O rapaz até foi querido, se foi um beijinho assim nem tem mal nenhum. Devias ter aproveitado e dar mais uns quantos desses selinhos ao rapaz...tivesse eu a tua idade...Ainda por cima avisou primeiro e tudo...
(apetece-me perguntar à mommy o que mais fica bem eu fazer desde que eles avisem primeiro, mas é melhor não)

quinta-feira, 18 de março de 2010

E porque aqui também se fala de coisas sérias

Nos trezentos e tal kilómetros que separam Fortaleza de Jericoacoara o trajecto foi feito de jipes pela praia. A escolha foi feita pela beleza das paisagens e pela tentativa do turismo esconder a miséria em que vivem tantos dos seus cidadãos. Numa altura em que tivemos que ir por uma estrada que atravessava a vila de Cruz passamos pelo meio da miséria. Barracas, casas sem portas nem janelas, meninos de rua. Um desses meninos roubou-me o coração.
Estávamos numa bomba de gasolina e ele veio, timidamente, ter comigo. Estava sujo, muito sujo, tinha fome. Agarrou-se a uma perna minha. Baixei-me à altura dele e ele abraçou-me. Agarrou-se ao meu pescoço com tanta força que me custou deixá-lo ali. Dei-lhe dinheiro, mesmo sabendo que não vai adiantar de muito, que provavelmente lho vão tirar. E parti com um nó na garganta por saber que não podia fazer mais nada. E é nestes pequenos momentos em que vemos que somos insignificantes, em que temos a certeza que nos faltam armas para lutar, que não podemos num gesto mudar o mundo. Nunca vou esquecer este menino com olhos castanho mel.