quinta-feira, 1 de abril de 2010

Convertida!

Em Fortaleza fui à discoteca Pirata, como qualquer turista que se preze. À chegada encaminharam-nos logo para a zona VIP com sistema de pulseirinha. Uma vez que a zona VIP era apenas uma varanda medonha e que se a malta dançasse toda ao mesmo tempo o mais certo era irmos parar ao andar de baixo, desistimos e fomos mesmo pular para o meio do povo.
Se é a músiquinha que goste? Não. Se me diverti? Muito. Não se fica indiferente a uma multidão a vibrar com uma banda ao vivo que canta as músicas da terra, não se fica mesmo. No fim da noite o dono deu-nos um lenço para a cabeça, um cd da banda que serviu para as mais diversas macacadas durante o resto da viagem.
E estes piratas catitas? Não têm a pinta do Johnny Deep mas são muito engraçados.



quarta-feira, 31 de março de 2010

Sou uma mãe para vocês

Podemos ter raças diferentes, credos, grupos sanguíneos. Mas há uma coisa que liga todos os seres humanos. Isto é a GLOBALIZAÇÃO no seu melhor. Aceitem este meu presentinho e não digam que vão daqui.

terça-feira, 30 de março de 2010

Chamem-me cosmopolita, se faz favor

Se me virem com um ar perdido para as bandas do Saldanha, Picoas ou Marquês não me procurem pelo corpinho uma chapa com morada. É que agora vivo naquelas bandas.
Alugo-me para cafés e mojitos e caipirinhas no coraçãozinho lindo e frágil de Lisboa, essa amante das noites vagas, das almas meio perdidas meio encontradas. Essa amante de sussurros, a ouvinte das dores de amores, das de crescimento, das confissões e promessas dos amantes. Lisboa és linda.
Chamem-me cosmopolita, se faz favor!

A sério, não era preciso amorzinho

O xuxuzinho do Ricky Martin assumiu-se ontem, nos seus sites, como gay.
Era preciso? Que nos vais revelar agora? Que o Bruce Wayne é o Batman?
Não era preciso ser o Sherlock para chegar até aí, mas pronto, se fazes questão de o fazer publicamente, aos 38 anos, isso é lá contigo. Eu cá vou continuar a abanar as ancas (depois de umas vodkas, cá me confesso) sempre que te ouvir a cantar o "Living La Vida Loca". É uma promessa. (mas reforço, só depois de umas vodkas).

Só me atrevo a contar isto porque tenho testemunhas

Ontem explodiram-me uns óculos de sol nas fuças, assim, sem mais nem menos. A Miss Complicações estava lá e pode atestar que falo verdade.
Agora vou à procura de alguma boneca de vodu com cabelos loiros e um alfinete num olho.

segunda-feira, 29 de março de 2010

E eu juro que sou boa pessoa...

E que este post não é para meter nojo a ninguém. Mas tinha mesmo que partilhar estas imagens (ainda da viagem) convosco. Porque são 365 km de pura beleza, de insólitos e um mar espelho cuja morte do sol é avassaladora.
O percurso entre Fortaleza e Jericoacoara é feito pela praia, atravessam-se lagoas e sobem-se dunas, em jipes Land Rover e aquelas horas valem a pena, valem muito a pena. Houve alturas em que dei por mim a trancar a respiração, esmagada pela paisagem.

A travessia dos jipes em balsas

Um cemitério na praia
A meio do caminho tivemos que fazer um desvio da praia por dentro de uma localidade porque um senhor pobrezinho tinha aterrado o seu heli no meio da praia em frente à sua casinha remediada




domingo, 28 de março de 2010

Tá dito, tá dito!

E porque me andam sempre a dizer "Só tu para me fazeres rir"; "Só tu para te lembrares disso"; "Tu não existes"; "Tu és muito engraçada" e "Ainda me estou a rir...", declaro aqui: Alugo-me para festas!
Pronto!
Vá, venham daí essas propostas.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Isto faz de mim uma gaja muito desorganizada e ESTRANHA

Eis o que tenho em cima da secretária no trabalho:
1 computador
1 telefone fixo
1 telemóvel de serviço
1 telemóvel pessoal
1 vela
3 blocos de post-it amarelos
2 cadernos
1 caderno sem folhas por usar mas com merdas para guardar e telefones por passar para a agenda
1 mp3
1 gravador
1 recorte do El Mundo com uma coluna sobre o Oskar Lafontaine com mais de um mês
24 micro-cassetes (que nem sei o que têm lá dentro)
1 Focus antiga
1 sem número de edições antigas da revista onde trabalho
1 entrevista antiga do Pais do Amaral
400 presses sem interesse nenhum
1 calendário manhoso
1 óculos de sol
1 pacote de açúcar
17 cartões de visita espalhados pela mesa de pessoas que nem conheço
6 cd's com fotos
Fotos de agência antigas da Natasha Kampusch
1 agenda de Janeiro a Março do TNSJ
Toda a documentação oficial sobre a nova lei das armas
Os resultados das minhas análise clínicas assim, à mão se semear
1 snikers
1 bilhete antigo dos Franz Ferdinad
1 agenda
1 pen

E nas gavetas?

Gaveta de cima

1 boião de papa de bebé de Alperce Maçã da Nestlé
1 par de luvas como as dos enfermeiros
1 máscara dos tempos do medo da gripe A
1 caixa de clinex
1 escova de dentes
1 pasta dentífrica
2 voucher de viagens alfa-pendular por usar
16 post-it com números de telefone

Gaveta do meio

1 iô-iô da rádio renascença
1 saleiro assinado pelo Olivier
1 pacote de bolachas
1 gloss
1 rímel

Terceira gaveta
1 guarda-chuva ridículo
1 relógio
1 carregador de telemóvel
7 cds pimba que me mandaram para o trabalho
2 livros sem interesse nenhum

Tragam-me um caixote grande que é desta que limpo a secretária!
Quanto ao seu desafio é-me difícil participar porque não me recordo de um encontro verdadeiramente mau (talvez seja sorte ou então memória selectiva). Para recordar algo semelhante tenho de me lembrar dos meus 16 anos, e de um dos primeiros encontros que... nunca acontecia. Foi com uma catraia que conheci num concerto (Dire Straits) e que, apesar da minha relativa inexperiência percebi estar de alguma forma interessada em mim pois a 5m do início do concerto atira um patético e desconcertante "gostas de Dire Straits?". A parvoíce da pergunta não permitiu que nem eu, tenrinho, não percebesse que ali havia interesse, e do bom, daquele que faz com que um ser humano já nem se importe de fazer a pergunta mais pateta que existe, o que num homem é ridículo mas numa mulher tem uma certa graça (recordo agora a outra vez em que isto me sucedeu, quando numa primeira conversa com uma colega de faculdade, num contexto mútuo de óbvio "start your engines" lhe digo que a acompanho ao Rossio e aproveito para ir ao BCP e ela me responde, olhando-me nos olhos com um ar absorto, "o que é um BCP?". isto deu-me ideia para um post acerca das tiradas mais imbecis que já tivemos ou ouvimos, por mágico embevecimento). O problema é que tirando esse primeiro encontro no concerto, quis o destino que dificilmente nos encontrássemos novamente. Tentámos duas vezes e simplesmente não sucedeu, já não me recordo bem porquê. À segunda vez, que incluiu seca no ponto de encontro de flores na mão passei-me e decidi que não ia dar nova hipótese. A rapariga pediu-me muitas desculpas, disse ter tido um imprevisto e depois ainda andei umas semanas a receber pedidos mediados por amigo comum para dar hipótese de conjugação de agenda, que não tinha sido por mal. O interesse não era grande e, puto, achei aquilo uma afronta duas vezes seguidas, nunca mais nos vimos. Hoje encaro de forma diferente o ter de esperar por uma mulher, desde que isso resulte de algo delicioso: perderem tempo a arranjar-se para virem bonitas ter connosco. Por isso vale a pena esperar um pouco mais.

Toma, embrulha e leva no saco