
"O primeiro amor nunca se esquece". É mágico. A
magia do primeiro amor deve-se à ausência de passado, ao facto de não sabermos que o amor pode acabar. É a doce inconsciência, o não ter ainda nenhuma cicatriz no coração. O nunca termos chorado por ninguém por amor, por rejeição, por
desamor ou desilusão. O não sabermos que o Amor pode doer.
O meu primeiro amor chamava-se (chama-se que ainda um destes dias o vi) Pedro.
Eu tinha 15 anos, ele 21. Sempre gostei de rapazes mais velhos. Ele era alto, moreno, de olhos verdes e tinha o sorriso mais bonito que eu alguma vez vira. Era forte no abraço, terno no beijo. Oferecia-me flores, escrevia-me cartas.
Namorámos um ano e tal, o que para primeiro romance foi uma eternidade. Nenhum dos dois partiu o coração ao outro, apenas percebemos que era hora de cada um seguir o seu caminho. Pelo meio ficaram as recordações, as imagens dos passeios aos domingos à tarde, as fotos das noites com amigos. Ficou um ou outro postal escrito à mão e uma música. Há sempre uma música.
Vejo-o de tempos a tempos mas não passamos de um "olá". Mas depois há sempre um que dá um sorriso ao qual o outro
corresponde, é inevitável.
O facto de não haver nenhuma mágoa a guardar mantém um laço de simpatia, um sorriso pelos tempos em que o amor era doce, nós ingénuos, o mundo diferente aos nossos olhos.
E vocês? Como recordam o vosso primeiro AMOR?