terça-feira, 11 de Novembro de 2014

Valeu a pena a espera, a sério que valeu

Comecei a gostar de John Legend numa vez que o vi no programa da Oprah. Passaram uma mão cheia de anos. Desde essa altura há sempre duas músicas que não saem da playlist do telemóvel nem dos cd's do carro: a Save Room e a Ordinary People. Quando veio a Portugal a primeira vez recordo-me de ter ficado irritada por nessa altura estar fora do país. Valeu a espera.

quinta-feira, 30 de Outubro de 2014

quarta-feira, 29 de Outubro de 2014

Pessoas exemplares. Dia Mundial do AVC

Tenho tanto orgulho em ti. E acredito que vais entrar redação adentro mais cedo do que esperamos para te voltares a juntar a nós, à tua equipa.

segunda-feira, 27 de Outubro de 2014

Eu tenho amigos brilhantes, e parvos mas brilhantes. A sério.

 Luana Piovani "esbardalhou-se" ao comprido na sua revolta contra o resultado das eleições.
Um amigo meu respondeu-lhe: "Querida Luana. Como português inteiro, que é ser mistura de mil sangues feita universalidade, que foi correr mundo de mente aberta como hoje tantos ainda não têm (e não estou a dizer que sejas disso exemplo), tenho a dizer-te, em primeiro lugar, que és uma mulher bonita, pá! E, como é só isso que tenho a dizer, não estou a dizer que, por exemplo, a tua bisavó foi tão explorada pelos italianos que tu ainda hoje te chamas Piovani. Estou só a dizer que se o Brasil tivesse sido espanhol... tu eras Argentina!". 

terça-feira, 14 de Outubro de 2014

You go, girl!

"Desfilei na Moda Lisboa como convidada. Desfilei com o corpo que tenho, que é o meu e no qual me sinto muito bem. Qual não foi a minha perplexidade quando observo que, a propósito de uma fotografia menos feliz, sou alvo de críticas, comentários desagradáveis e uma série de mimos, próprios deste mundo das redes sociais, em que ainda nos estamos a habituar a viver.

Estes comentários foram feitos na maioria por mulheres. Mulheres, vou repetir. Mulheres que são filhas, mulheres que são mães, mulheres que ainda não perceberam que cada vez que cedem à tentação de atacar outra mulher com base nas suas características físicas, estão a enfraquecer a condição feminina, em vez de lhe dar força. Estão a cultivar as inseguranças, as desordens alimentares, a escravidão da imagem.

Sou uma mulher segura, pelo menos trabalho nesse sentido. Se este incidente fosse só sobre mim, posso garantir-vos que pouca importância lhe daria. Mas questiono-me sobre a quantidade de mulheres menos seguras, de todas as idades, mais ou menos felizes, magras, gordas, altas, baixas, que sofrem este tipo de perseguição no seu dia-a-dia. Mulheres que, ao contrário de mim, não têm uma voz que se faça ouvir… Para alguma coisa tem de servir o facto de ser figura pública. Que seja então para dar voz a um grito que sei ser de muitas que me estão a ler neste momento: CHEGA
!"

segunda-feira, 6 de Outubro de 2014

Não se fica indiferente, nunca...

Atendeu o telefone entre soluços de choro. Não se fez nem de forte nem disfarçou. Continuou a chorar. Disse-lhe quem era, o motivo do meu telefonema, o dele estar a chorar. Disse-me que sim, que faria o que lhe pedi. Trabalho ou não, há telefonemas que custam fazer, que nos deixam de coração nas mãos. Nós jornalistas também sentimos, também já todos perdemos um amigo, ninguém retira prazer da dor de ninguém, nesta altura não interessa quem vai ter um exclusivo ou quem consegue explorar um ângulo diferente. A dor de se perder um amigo tem apenas um ângulo, um triste. Não se fica indiferente à dor de ninguém que nos a mostra de forma tão sincera. Há dias em que me custa muito, mesmo muito, fazer este trabalho.

Ainda não vos tinha contado...

Fui à melhor despedida de solteira do mundo e tive a honra de ser madrinha de casamento da minha melhor amiga. Foi tudo absolutamente lindo e pensado ao pormenor. E tenho dicas para quem precisar de ajudar as amigas a terem uma noite em grande antes do "sim" para sempre. (até lá podem já espreitar o site da empresa espectacular que me ajudou a concretizar tudo)  Até já

quarta-feira, 13 de Agosto de 2014

Descansa Princesa... O céu tem mais um anjinho. Adeus Bia.


Foi pela Pólo Norte que conheci a Bia e soube da sua rara leucemia. Ofereci-me para fazer uma reportagem e tentar assim chamar à atenção para quem pudesse ajuda. E fiz. E houveram pessoas a ajudar. E fomos todos tornar-nos dadores de medula enquanto a Bia lutava por ficar cá. Assim que cheguei ao jardim de Cascais, o ponto de encontro, vi um anjinho saltitante de caracóis louros a correr na minha direcção. Antes de nada, antes que pudesse dizer olá, a Bia abraçou-me. Guardo o calor do abraço da Bia até hoje. E é assim que te recordarei, com a vida que me mostraste ter naquela tarde. Divertida e carinhosa a comeres o teu Calipo de morango e a derreteres o coração do fotógrafo meio durão que estava comigo. Descansa agora. E obrigada pelo abraço.

Real.