quinta-feira, 24 de Julho de 2014

As palavras dos outros que apertam cá dentro

"Se alguém me perguntar, hei-de dizer que sim, que foi
verdade - que não amei ninguém depois de ti nem
o meu corpo procurou nunca mais outro incêndio
que não fosse a memória de um instante junto
do teu corpo; e que deixei de ler quando partiste
por não suportar as palavras maiores longe da tua boca;
e que tranquei os livros na despensa e tranquei a despensa,
acreditando que, se não me alimentasse, acabaria
por sofrer de uma doença menor do que a saudade, mas
a que os outros, pelo menos, não chamariam loucura.
Se alguém me perguntar, direi que foi assim, e não de
outra maneira, como alguns parecem supor - que permiti,
bem sei, que outros homens me amassem e me aquecessem
a cama, mas em troca lhes dei apenas um nome diferente
do que tinham e os vi partir desesperados a meio
da noite sem sentir maior dor que a de saber que, afinal,
também eles não existiam para além de ti; e que no dia
seguinte dava comigo a trautear sem querer essa canção
que amavas (como se ela, sim, se tivesse deitado
no meu ouvido), mas que a sua melodia, em vez
de me alegrar como antes, me escurecia mais a vida.
Se alguém me perguntar, nada desmentirei, nem negarei
que os frutos todos que me deram a provar na tua ausência
me pareceram demasiado azedos ao pé dos que explodiam
em sumo nos teus lábios; e que, por isso, nunca mais quis
um beijo de ninguém, nem sequer inocente, e não voltei
também a aceitar as flores que me traziam por me lembrar
que, em mãos assim, tão grandes para o afecto, o seu
perfume anunciava invariavelmente a chegada do outono.
E contarei por fim, se alguém quiser saber, que o teu silêncio
foi de tal densidade, de tal espessura, que não consegui
escutar nenhuma das vozes que vieram depois de ti e, pior
do que isso, me esqueci com indiferença das mais antigas,
pelo que as minhas noites se tornaram uma tão longa
e solitária travessia que ainda esta manhã acordei ao lado
da tua sombra e respondi baixinho, mesmo sem ninguém
me perguntar, que há coisas que uma mala nunca leva"

Maria do Rosário Pedreira.


segunda-feira, 16 de Junho de 2014

terça-feira, 20 de Maio de 2014

quarta-feira, 14 de Maio de 2014

A culpa é da Disney

 Carl Philip, o único príncipe giro, faz hoje 35 anos. Nunca casou e namora com uma ex-stripper. A culpa das altas expectativas que criamos em relação a príncipes serem defraudadas é da Disney.

segunda-feira, 14 de Abril de 2014

Quando as mães chegam àquela idade em que acham que podem dizer tudo como os malucos.

- "O namorado da minha filha é bem giro, olha lá para ele"
(rapaz calado que nem um rato)
- "Sim, já tinha comentado várias vezes que ele é muito bonito"
(tagarelam as duas na presença dos maridos, o rapaz continua calado que nem um rato)
- "Mas olha que a tua também se safou muito bem, o namorado dela tem aquela pinta que chamam sexy, é um homem muito bonito também"
(diz para a minha mãe)
- "É sim senhora! Olha que a minha filha sempre teve bom gosto a escolher homens"
(como se eu fosse fútil e escolhesse os homens só pelo aspecto físico)
A sério, MÃES, não falem dos atributos físicos dos nossos namorados à nossa frente, e se conseguirem,para não pagarmos todas as fatura a seguir não o façam à frente dos vossos maridos que eles depois acham que podem fazer o mesmo...)



quarta-feira, 9 de Abril de 2014

Destas coisas do amor


"para estar junto não é preciso estar perto, e sim do lado de dentro."

Leonard da Vinci

terça-feira, 8 de Abril de 2014