quinta-feira, 6 de novembro de 2008


Vou arrancar-te da minha vida, de uma vez por todas. Não vou virar mais uma página, vou arrancá-la!
Estou a fazer as malas. É oficial, já te tinha deixado e agora vou bater-te com a porta na cara. Fartei-me da tua dolorosa forma de amar. Era isto que era amor? Não, nem estiveste lá perto, nem nunca soubeste responder a esta pergunta, a mesma, ao longo dos anos.
Era amor que sentias quando me mentias?
Era amor trazeres terceiras e quartas pessoas para dentro da nossa relação?
Era amor o que sentias quando me deixavas exposta aos teus erros?
E quando já nem me tocavas, quando já não sentias ciume, quando só dormias na mesma cama que eu sem sequer te passar pela cabeça estar comigo? Também era amor nessa altura?
Leva o teu amor pra longe, dá-o a outra. Já não quero o teu "amor".
Tu nunca amaste, tu nunca cresceste! Nunca sequer me deixaste chegar perto, mostrar-te o que era afinal o Amor. És demasiado egoísta para saberes o que é o amor, porque ele costuma ser partilhado...
Ah, Amor também não é hábito!
Não é ter 40 anis de vida hipotecada. Não é teres a comida na mesa e a roupa nas gavetas, sabias?
Amas-me? Não sejas patético!
Fui!

4 comentários:

Lu.a disse...

Ah valente!! É assim mesmo, que não está bem, põe-se!
Força nesse coração!*

Um gajo qualquer... disse...

Algumas das coisas que descreves, senti... outras fiz sentir...

nemadz disse...

Só para te dizer que foi a mensagem mais intensa que li num blog em muito tempo.
Gostava de pensar que foi apenas criatividade tua a escrevê-la, mas percebi rapidamente que tiveste que passar por esse estado de alma para escreveres assim.
De qualquer forma parabéns pela forma como escreveste este post em particular...

Pipoca disse...

Sim nemadz, passei mesmo por isto tudo. Era tão mais fácil se tivesse sido só criatividade. Obrigada pelo elogio à escrita. Um beijo