terça-feira, 9 de dezembro de 2014

É mesmo tão mau como o que me tinham garantido ser.

Ataque de ansiedade. Que sensação absurda. Lembro-me de sentir suores repentinos e de ficar zonza e de me custar respirar. Eram sei lá quantos pisos de loja, com pessoas a atropelarem-se aleatoriamente enquanto entre as pancadas que me davam tentava descobrir a merda da escada que me levasse para a rua. Precisava desesperadamente de sair dali e encher os pulmões de ar frio. Antes de chegar à rua dei por mim a fincar as unhas num casaco exposto num manequim que quase me servia de equilíbrio e de estar um estranho a perguntar repetidamente: "are you ok?". no meio da multidão dei por mim sozinha, tão sozinha e deslocada, frustrada.

5 comentários:

Agridoce disse...

Abraço! (mas pouco apertado para não te faltar o ar...)

Vânia Martins disse...

Já passei por isso. Foi uma fase complicada, sobretudo porque como não é físico (torna-se físico, mas a raiz do problema não é assim tão palpável), ninguém parece perceber muito bem o que é, nem porque é que não o controlamos. Tenho a dizer-te que passa. Sofres, mas passa. A ansiedade não mata ninguém. A mim, tornou-me mais forte e ajudou-me a reinventar a minha vida. Força!

A vaquinha roxa E eu disse...

Muita força! Vais conseguir ultrapassar. Beijinhos.

avaquinharoxaeeu.blogspot.pt

L'Enfant Terrible disse...

Não sei o que será pior, o ataque de ansiedade ou a percepção da solidão...

Pipoca Arrumadinha disse...

As melhoras!