quinta-feira, 30 de setembro de 2010
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Ainda a propósito de "A vida é uma treta, a morte é uma treta e Deus uma fraude"
Caso fosse vivo, o Paulinho faria hoje sete anos. O pai, não imagino com que forças, uma que eu não lhe adivinhava, escreveu-lhe uma carta. Nem o coração mais gélido poderia ficar indiferente. As lágrimas, mesmo sem saber o que é perder um filho, revelam-nos a humanidade. Podem ler a carta aqui.
terça-feira, 28 de setembro de 2010
A sério que não há paciência
Sabem aqueles dias em uma p#uta de uma insónia não vos larga? Aqueles que acordam das horas mal dormidas com vontade de dar um berro ao mundo? Pois. E não lhe chamemos "dia não", o conceito é parvo. É mesmo um dia de m#erda.
E quando nos topam com um humor cão, porque raio é que as pessoas insistem em fazer-nos aumentar a fúria com perguntas e comentários que deviam dar direito a chibatadas (sem qualquer conotação sexual, entenda-se)? Detesto que me façam falar, respirtar fundo, ou inventar um sorriso 33 quando estou assim. A sério. Sinto a ira a subir-me às têmporas e fico com instintos assassinos. Não é novidade para ninguém que me conheça. Querem mesmo levar-me ao limiar da paciência?
"Hoje estás electrizante"
"Ai que não via esta "querida" há tanto tempo. Esteve nas Caraíbas?"
"Olha, posso mudar esta vírgula?"
"Ah deixaste de fumar? Mas estás grávida?"
"Bom dia "princesa". Essas calças são "engraçadas".
"Ah, és tu que vais entrevistar a x? Ai que máximo. Ai quem me dera."
"Tás f#odida. És tu que vais entrevistar a x? Olha que ela é insuportável. Tem um mau feitio do caraças. Besta como as portas. Vai com cuidado."
E uma pessoa tem que ouvir estas pérolas todas antes da parte do almoço...
A saber: "Electrizante"????? - WTF, porque tenho uma camisola azul? A sério? Tem graça?
"Caraíbas"? - Claro, o raio da mulher nem pessa por mim quase todos os dias...
E "mudar a vírgula? - Nem comento.
"Princesa" - quando dito por um quase estranho só me lembra o piropo à camionista. Really.
"Engraçadas" - as calças...que subterfúgio mais idiota, e dispensável.
E a tal entrevistada do mau feitio e do deslumbramento "ah és tu que vais entrevistar" e do cuidado que ela morde: - Com o humor com que estou, sequer capacitada para o tal sorriso 33, é bom que a senhora (ah mas é uma diva, não é uma senhora) não seja torta e não me faça transbordar o copo, é que se isso acontecer quem lhe morde sou eu! A sangue frio. (e agora as outras diziam..."ah, quem me dera seu eu mordida por ela...é uma diva e tal, ai que nervos que não sou eu").
E nem comento a cena do tabaco e associação directa a estar grávida. Claro, que outro motivo leva alguém a largar o tabaco? (com esta irritação o que eu não dava por um cigarro!!!)
E sim, há dias em que sou tão insuportável que não me aturo a mim mesma.
E as criaturas patéticas que me andam a deixar, porra é que não se cansam, comentários anónimos (pois claro, apesar de saberem que eu sei quem são) no blogue, só mais uma coisa: Anónima 1: és tão óbvia que basta ele falar comigo uma vez para voltares à carga nos comentários. Não seria melhor ofenderes o próprio? Ou pedires-lhe justificações directamente? Mas não tens mesmo uma gota de amor próprio? Já não andas na primária, certo?
Anónima 2 - És tão vazia, a sério, chego a ter pena de ti. A máscara já te caíu, não deste por conta?
E quando nos topam com um humor cão, porque raio é que as pessoas insistem em fazer-nos aumentar a fúria com perguntas e comentários que deviam dar direito a chibatadas (sem qualquer conotação sexual, entenda-se)? Detesto que me façam falar, respirtar fundo, ou inventar um sorriso 33 quando estou assim. A sério. Sinto a ira a subir-me às têmporas e fico com instintos assassinos. Não é novidade para ninguém que me conheça. Querem mesmo levar-me ao limiar da paciência?
"Hoje estás electrizante"
"Ai que não via esta "querida" há tanto tempo. Esteve nas Caraíbas?"
"Olha, posso mudar esta vírgula?"
"Ah deixaste de fumar? Mas estás grávida?"
"Bom dia "princesa". Essas calças são "engraçadas".
"Ah, és tu que vais entrevistar a x? Ai que máximo. Ai quem me dera."
"Tás f#odida. És tu que vais entrevistar a x? Olha que ela é insuportável. Tem um mau feitio do caraças. Besta como as portas. Vai com cuidado."
E uma pessoa tem que ouvir estas pérolas todas antes da parte do almoço...
A saber: "Electrizante"????? - WTF, porque tenho uma camisola azul? A sério? Tem graça?
"Caraíbas"? - Claro, o raio da mulher nem pessa por mim quase todos os dias...
E "mudar a vírgula? - Nem comento.
"Princesa" - quando dito por um quase estranho só me lembra o piropo à camionista. Really.
"Engraçadas" - as calças...que subterfúgio mais idiota, e dispensável.
E a tal entrevistada do mau feitio e do deslumbramento "ah és tu que vais entrevistar" e do cuidado que ela morde: - Com o humor com que estou, sequer capacitada para o tal sorriso 33, é bom que a senhora (ah mas é uma diva, não é uma senhora) não seja torta e não me faça transbordar o copo, é que se isso acontecer quem lhe morde sou eu! A sangue frio. (e agora as outras diziam..."ah, quem me dera seu eu mordida por ela...é uma diva e tal, ai que nervos que não sou eu").
E nem comento a cena do tabaco e associação directa a estar grávida. Claro, que outro motivo leva alguém a largar o tabaco? (com esta irritação o que eu não dava por um cigarro!!!)
E sim, há dias em que sou tão insuportável que não me aturo a mim mesma.
E as criaturas patéticas que me andam a deixar, porra é que não se cansam, comentários anónimos (pois claro, apesar de saberem que eu sei quem são) no blogue, só mais uma coisa: Anónima 1: és tão óbvia que basta ele falar comigo uma vez para voltares à carga nos comentários. Não seria melhor ofenderes o próprio? Ou pedires-lhe justificações directamente? Mas não tens mesmo uma gota de amor próprio? Já não andas na primária, certo?
Anónima 2 - És tão vazia, a sério, chego a ter pena de ti. A máscara já te caíu, não deste por conta?
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Estes gajos são o máximo
Acho isto delicioso...simplesmente delicioso...
Para os mais distraídos: sim, têm que ir clicando em cima dos vários objectos, sim...
Para os mais distraídos: sim, têm que ir clicando em cima dos vários objectos, sim...
E vocês, o que acham?
"Unless it’s mad, passionate, extraordinary love, it’s a waste of your time. There are too many mediocre things in life. Love shouldn’t be one of them."
— Dream for an Insomniac
— Dream for an Insomniac
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
A vida é uma treta, a morte é uma treta e Deus uma fraude
Ontem fui ao funeral de uma criança que faria sete anos para a semana. Saudável e cheio de vida, sempre com um sorriso travesso mas um olhar carinhoso. Curioso, ternurento, educado. Vómitos e febre, sintomas de vírus e indisposições vulgares nos miúdos. Entrou no hospital e já não saiu. Morreu em horas, apenas horas. Leucemia, uma variante tão rara quanto galopante. Horas, apenas horas.
As crianças de sete anos não deviam morrer. As crianças não deviam morrer em idade nenhuma. Os pais não deveriam enterrar filhos. Deus não existe. A existir, caso eu esteja errada, é um filho-da-mãe com um sentido de humor demasiado negro, um monstro cruel. Sentadinho a puxar cordéis de vida e morte como se estivesse a jogar um jogo de tabuleiro. A existir é assim que ele está, sentadinho a puxar cordéis. A vida é demasiado frágil, a morte é um treta.
E o que é que, num abraço, se diz a um pai que perde um filho de uma maneira tão abrupta? Nada, não se diz nada. Não consegui dizer nada. Abracei-o apenas, com força. A vida é uma treta. Madrasta. Dá e tira, sem regras.
Aproveitem ao máximo. Digam "amo-te" sempre que o sentirem, não percam tempo com merdas, nem com quem não são efectivamente felizes. Entreguem-se a quem gostas ser reservas, capas ou receios. Não se impeçam de viver emoções, amores, paixões. Persigam e concretizem sonhos e partilhem emoções com quem gostam. Desfrutem das pessoas em vez do dinheiro, carros e casas. É que não sabemos mesmo quanto tempo cá estamos. E é por isso, até porque já lidei com a morte demasiadas vezes, que faço questão de dizer "amo-te" e não passo a presença, abraços e som das gargalhadas das "minhas pessoas". É o que levamos, só o que levamos, momentos fotografados na memória. Apenas isso.
As crianças de sete anos não deviam morrer. As crianças não deviam morrer em idade nenhuma. Os pais não deveriam enterrar filhos. Deus não existe. A existir, caso eu esteja errada, é um filho-da-mãe com um sentido de humor demasiado negro, um monstro cruel. Sentadinho a puxar cordéis de vida e morte como se estivesse a jogar um jogo de tabuleiro. A existir é assim que ele está, sentadinho a puxar cordéis. A vida é demasiado frágil, a morte é um treta.
E o que é que, num abraço, se diz a um pai que perde um filho de uma maneira tão abrupta? Nada, não se diz nada. Não consegui dizer nada. Abracei-o apenas, com força. A vida é uma treta. Madrasta. Dá e tira, sem regras.
Aproveitem ao máximo. Digam "amo-te" sempre que o sentirem, não percam tempo com merdas, nem com quem não são efectivamente felizes. Entreguem-se a quem gostas ser reservas, capas ou receios. Não se impeçam de viver emoções, amores, paixões. Persigam e concretizem sonhos e partilhem emoções com quem gostam. Desfrutem das pessoas em vez do dinheiro, carros e casas. É que não sabemos mesmo quanto tempo cá estamos. E é por isso, até porque já lidei com a morte demasiadas vezes, que faço questão de dizer "amo-te" e não passo a presença, abraços e som das gargalhadas das "minhas pessoas". É o que levamos, só o que levamos, momentos fotografados na memória. Apenas isso.
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Todos temos um
Ninguém chega aos 27 anos sem um passado. Ninguém chega aos 27 anos sem ter cometido erros. Ninguém chega aos 27 anos sem ter apostado num caminho errado. Ninguém chega aos 27 anos sem ter levado um chuto do amor, vários da vida. Ninguém chega aos 27 anos sem ter arriscado e perdido. Ninguém chega aos 27 anos sem ter desistido de uma coisa pela qual lutou. Sem ter baixo os braços.
Ninguém chega aos 27 anos sem uma bagagem emocional, que pode ser mais ou menos leve do que a pessoa que está sentada na mesa de café ao lado. Ninguém consegue apagar o que viveu. E é essa bagagem que faz de nós o que somos no presente e que até, em certos traços, fará que nós o que seremos no futuro. Ninguém é ausente de passado, e eu nunca esconderia o meu. Sei que me iria rasteirar. E é meu, vivi-o, é o que sou.
Nem sequer vou pedir desculpa por ele. Construí-o a achar que era o futuro. Achava que o ontem era o amanhã.
Ninguém chega aos 27 anos sem uma bagagem emocional, que pode ser mais ou menos leve do que a pessoa que está sentada na mesa de café ao lado. Ninguém consegue apagar o que viveu. E é essa bagagem que faz de nós o que somos no presente e que até, em certos traços, fará que nós o que seremos no futuro. Ninguém é ausente de passado, e eu nunca esconderia o meu. Sei que me iria rasteirar. E é meu, vivi-o, é o que sou.
Nem sequer vou pedir desculpa por ele. Construí-o a achar que era o futuro. Achava que o ontem era o amanhã.
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
No deserto das noites a que chamamos dias...
Olhas para mim e há uma luz que se agita no castanho curioso dos teus olhos. Não consigo identificar o que querem dizer esses tons de castanho que te dançam nos olhos. Pode ser que nada tenha a ver comigo, pode ser uma qualquer inquietude tua, uma que seja só tua. Mas sei que o castanho dos teus olhos se agita quando choca com o verde dos meus. A verdade é que não te sei ler os olhos.
No deserto das noites a que chamamos dias, daqueles que passam devagar, é-me fácil questionar a segurança do teu abraço. Nos silêncios perdidos entre olhares mais vagos, nas horas em que a cidade adormecida me deixa a ouvir-me demasiado alto, é-me fácil deixar que algumas das frases soltas me causem tremor. As palavras são como facas, podem abrir-nos ao meio. Os pensamentos ensaimados são o meu pior inimigo, sei-o demasiado bem. São quase sempre eles que me atiram para o trapézio onde por momentos me balanço, quando me quero pôr à prova.
Depois tu vens, tu e essa luz que se agita no castanho curioso dos teus olhos, e rasgas um sorriso que me amarra os olhos me e fixa os salpicos de verde ao castanho curioso dos teus.
No deserto das noites a que chamamos dias, daqueles que passam devagar, é-me fácil questionar a segurança do teu abraço. Nos silêncios perdidos entre olhares mais vagos, nas horas em que a cidade adormecida me deixa a ouvir-me demasiado alto, é-me fácil deixar que algumas das frases soltas me causem tremor. As palavras são como facas, podem abrir-nos ao meio. Os pensamentos ensaimados são o meu pior inimigo, sei-o demasiado bem. São quase sempre eles que me atiram para o trapézio onde por momentos me balanço, quando me quero pôr à prova.
Depois tu vens, tu e essa luz que se agita no castanho curioso dos teus olhos, e rasgas um sorriso que me amarra os olhos me e fixa os salpicos de verde ao castanho curioso dos teus.
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
É como andar de carrocel....
...às onze da manhã escrevo sobre uma pessoa que já partiu e emociono-me ao recordar as nossas conversas. Tento não deixar passar as emoções para o artigo, a custo. Meia hora depois estou a escrever sobre um assunto do qual não percebo nada, não gosto, não me interessa e tento, a custo, dar-lhe uma emoção qualquer. Pronto.
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
O amor anda no ar - literalmente...
Como é óbvio, agora não me calo com isto!
Ando rabujenta; Como que nem uma besta; Masco violentamente pastilhas elásticas sempre que me começo a passar; Dei por mim a pedir a uma amiga: "se me vires a esgueirar-me é porque vou comprar tabaco, agarra-me nem que seja por uma perna e tranca a porta à chave!"; Quase não atendo o telefone porque não tenho paciência para falar com ninguém; Descobri que gosto de chocolates como o Mars e o Twix (ontem comi dois à falta de melhor); Não dormi nada esta noite porque acordei ansiosa mais de trinta vezes; Tive uma tontura há coisa de vinte minutos; Bato com o pé no chão como quem marca ritmo mais de duas vezes por segundo; Estou a desenvolver instintos assassinos a uma velocidade muito curiosa (esta manhã apeteceu-me matar 4 pessoas em 20 minutos);
Estou sem maquilhagem, de ténis e com o cabelo desgrenhado. Sim, de ténis. Eu, de ténis.
Mas não, não vou ceder. Acabaram-se os cigarros!
(f#da-se que isto custa...custa mesmo...)
Estou sem maquilhagem, de ténis e com o cabelo desgrenhado. Sim, de ténis. Eu, de ténis.
Mas não, não vou ceder. Acabaram-se os cigarros!
(f#da-se que isto custa...custa mesmo...)
terça-feira, 14 de setembro de 2010
A propósito do post anterior...
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Mórbido, para começar...
Uma mulher matou o marido e dormiu três dias ao lado do cadáver. E para rematar...como é que os deixam ficar sem vigilância? E a filha, onde andava? É o país que temos...
domingo, 12 de setembro de 2010
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
sábado, 4 de setembro de 2010
Hasta la vista, babes!
Os metralhas já estão todos reunidos e de malas aviadas. Este blogue vai de férias e a Pipoca vai retocar o bronze. Portem-se bem até ao meu regresso.
(não sei se vai dar para vir aqui nos próximos dias mas depois há fotos, ok?)
(não sei se vai dar para vir aqui nos próximos dias mas depois há fotos, ok?)
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
:)
Porque os amigos são a família que escolhemos, hoje abracei-o com toda a força do mundo. E o dia não podia ter sido mais perfeito.
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Eu avisei
Não vos disse que a música ficava no ouvido? Ah pois, a Margarida que o diga... vejam lá isto...
Subscrever:
Comentários (Atom)



